quinta-feira, 24 de março de 2011

Breve ruminar de um mamífero bípede sonolento

Ah, o dia após o outro dia após o outro dia após o ou...


E sempre lidando com as mesmas questões. Pois bem... é assim para quase todos nós. Então aproveito-me da rotina para, apenas, ruminar o tédio. Poesia para vocês:

Breve ruminar de um mamífero bípede sonolento

Rumino tédio,
que, em verdade, são tédios - os de cada um dos dias.

Em verdade, todos os tédios, estes soldadinhos apáticos banhados em inexpressão,
formam apenas um grande, monolítico tédio.

Sonno lento,
quero dormir.

Há outro elemento a ser introduzido neste poema sem graça,
sem taxa, sem graxa:

Antes a incapacidade alheia costumava causar-me revolta.
Hoje, apenas me torna sonolento.

Rumino todos os tédios, que são apenas um.

Beijos e abraços, pessoal!

NO VIDEOCASSETE: MANIC STREET PREACHERS - 1985.
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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

domingo, 6 de fevereiro de 2011

O povo

O que é o "povo"? Qual é a cara do "povo"? Quantos povos há dentro do "povo"?

Dentro daquilo que pode ser, para uma elite intelectualizada, o "povo", ou que imagino ser o "povo" para essa elite, tive um breve momento de comunhão com estas pessoas sempre retratadas como o "povo que ri e que se diverte em seus momentos livres".

Não, não pertenço a uma elite, sou um que vem do "povo" (mas qual?). Apenas não costumo participar da "coisa popular". Apenas transito entre lugares e lugares. Desconfiem de mim, pois pode haver aqui um discurso preconceituoso ou inocente (temo esbarrar na hipocrisia). Porém, embora haja esta introdução, o que quero mostrar aqui é a rara comunhão. Celebro-a com este poema:


O povo

Era um bar agitado
num fim de semana
depois do trabalho
de sábado.
Parei.

Era um bar popular
e estava lotado.
Nas caixas, alto, um samba
quando eu tinha
a fome de sábado.

Havia um povo
feio, suado, malandro,
cansado da vida
e querendo brincar.

Por isso,
eram lindos
enquanto esperava
meu prato popular.

Uma cerveja à mesa.
Depois do calor
do sábado, chovia.
Também por isso parara.

Chega o prato.
De costas ao todo,
saciava a fome
enquanto saciavam-se
de sábado.

Uma mulher dançava.
O samba no pé
não era meu espetáculo,
mas aplaudi.
Porque era um povo cansado
de sábado
calorento-depois-chuvoso
no oeste da cidade,
quando voltava pra casa.
Era um povo
tão feio e suado quanto lindo
e me encantava.

Eu já partia
quando a mulher que dançava
pediu um cigarro.
Cedi, não havia importância.
Conversamos,
eu e esta mulher do povo,
que havia me notado, disse,
desde que eu chegara.
Fumamos juntos,
à saída do bar,
eu e o povo,
falando de coisas comuns
e já não chovia mais.

Então parti.
Fui pra casa
contente
porque era parte do povo
na frente daquele bar.

Sim, eu sou o povo
também.

Dividimos o momento
de um modo
tão surpreendente
quanto imcompreensível
pra quem não é
o povo.

E eu, que não era o povo,
que cheguei ninguém,
gostei de estar.

Beijos e abraços, povo!

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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Duas imagens

que dizem muito. Apenas uma delas necessita contextualização.

Foto: Lula Marques/Folhapress.

Em 1992, Lindberg Farias era o líder da UNE (União Nacional dos Estudantes) e levou a juventude tupiniquim, por meio do movimento dos Caras-Pintadas, a exigir o impeachment do então presidente Fernando Collor de Mello. Quase 19 anos depois, o ex-líder estudantil, pelo PT do Rio de Janeiro, e o ex-presidente da República, pelo PTB de Alagoas, encontram-se no Senado e cumprimentam-se efusivamente. Suponho que se entenderão muito bem. Collor já se prontificou a ensinar a Farias os macetes do cargo. Isso vai ser bonito, não? Ah!, as voltas que a vida dá! Tudo sob o signo da democracia...

Foto: AFP.

No que diz respeito à segunda imagem... preciso dizer alguma coisa?

Beijos e abraços, pessoal!

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sábado, 15 de janeiro de 2011

No ar: Boulevard do Cine, novo blog sobre cinema

Culpa deste que posta a vós e do camarada Hudson Nogueira. Em breve, outros valorosos amigos virão a colaborar.


O endereço da nova casa está aqui.

Serão bem-vindos, pessoal!

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sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Horóscopo


Estava no horóscopo que eu inventei: Será um tempo de vontades e realização. De lembrar-se de si, mas também de esquecimentos. A partir disso, prepare-se para o não imaginado.

O não imaginado ou não planejado é melhor.

Beijos e abraços, pessoal!

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John Lennon - Mind Games
Enviado por bebepanda. - Clipes, entrevista dos artistas, shows e muito mais.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Termina 2010, o ano da Jabulani


Cumprem-se os 365 dias. (É, conferi no reloginho do note, pra ver se não tinha sido ano bissexto. Não foi.)

Não houve nesses dias um em que não tivesse corrido, amado, falado sozinho, brigado com o relógio, esperado que alguém me chamasse ou chamado alguém.

Ouvi muita música, ouvi queixumes de quem não aguentava o ritmo de trabalho, ouvi uma voz especial no ouvido. Disse coisas bonitas e outras tristes. Perdi o controle, o equilíbrio. Encontrei-me de alguma forma. Ou estou em curso disso - afinal, todas as coisas estão em curso, não é? Os processos não param pra ver fogos de artifícios, por mais belos que sejam.

Bebi menos, li mais.

Trabalhei em vários lugares. Em cada lugar, o tempo de um projeto. Travei conhecimentos, fiz amigos.

Escrevi pouco, tenho dois projetos em mente, dos quais voltarei a falar no momento certo.

Acompanhei a vida dos amigos. Vi gente cair e também vi gente se levantar. Tive minha queda, num momento importante, e pensei que tudo estava perdido, mas pude me levantar. O melhor da queda, dizem alguns, é rir-se de si mesmo. Eu digo, como outros dizem, que é seguir em frente. Aqui estou.

Fiz tantas coisas, que um post simples em um simples blog não daria conta. Os 365 dias e noites do ano são testemunhas e isto basta.

Estou pronto, com minha grande barriga, com meus pés fortes e com uma reserva a mais de suor e neurônios pra 2011. E com amor no peito, porque não se vive sem amar a vida.

Vem, que eu mato no peito e mando pro gol, Jabulani!!

Até 2011, amigos!! Que Nina Simone, logo abaixo, os abençoe!

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domingo, 12 de dezembro de 2010

Uma Sicília universal


Então o amolador disse:

"Grande mal é ofender o mundo.

Desculpe, mas se uma pessoa conhece outra e tem prazer em conhecê-la, e então leva-lhe dois soldos ou duas liras a mais por um serviço que deveria ter sido gratuito devido ao grande prazer que teve em conhecê-la...

... quem é esta pessoa, senão um homem que ofende o mundo?

Às vezes confundimos as pequenezas do mundo com as ofensas ao mundo."

Este breve trecho do diálogo final em Gente da Sicília, filme do casal Jean-Marie Straub e Danièlle Huillet me parece toda filosofia do mundo.

Claro, não é toda. Mas parte importante. Por isto, quis dividir este pequeno trecho com vocês.

Beijos e abraços, pessoal!

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terça-feira, 30 de novembro de 2010

Um quarto em Roma


Assisti a este filme, o novo de Julio Medem, que está em cartaz em Sampa e, provavelmente, noutras cidades.

Curiosa e diferentemente de outros filmes dele já vistos por mim (Os amantes do Círculo Polar, Lucía e o sexo e Caótica Ana), que abordam períodos de vida mais longos de suas personagens, neste Um quarto em Roma, Medem se atém a um momento breve da vida das protagonistas, a russa Natasha, que no decorrer do filme revela-se Dasha, e a espanhola Alba. E sai-se muito bem.

O filme trata da relação tão efêmera quanto intensa de duas mulheres que se encontram na noite romana, enquanto afogavam suas mágoas. Vão para um ambiente perfeito: um quarto de hotel em Roma, com gosto de história, de Renascimento.

Fantasia e realidade se mesclam. Os nomes e histórias que inventam servem para desnudá-las, para trazer suas verdades à tona. Há um amor que precisa ser vivido, ainda que tenham, à alvorada, que despedirem-se - não sem sofrimento - e retornar às suas vidas.

A nudez e a relação homoerótica nunca são ordinárias neste filme. É o sentido contrário do que a grande mídia quase sempre expõe, "ordinarizando" estes elementos. (Bom... o que a mídia não "ordinariza", nestes dias?)

Fiquei a pensar se amor não é o momento e depois tudo se esvai. Ou se amor é outra coisa que não sei o que pode realmente ser. Outra ilusão grandiosa? A maior de todas as quimeras?

Bom, depois de minhas constatações e divagações, apenas concluo dizendo que...

... trata-se de um belo filme!


Beijos e abraços, pessoal!

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domingo, 28 de novembro de 2010

Religião

Há uma religião possível...


Religião

Alimenta-se de sorrisos.
De sol. De sombra. De água fresca,
embora prefira cerveja.
Alimenta-se do carinho,
de amigos.
Da luz e das cores das noites festivas.

E, ainda assim,
não é um ser vampiresco
em seu túmulo arquitetando
tolos planos de conquistas vazias.

Nem oculta o que tem
de mais belo
por autossabotagem,
banhando-se em
ilusões de consumo,
mostrando-se assim
artificialmente seguro
em sua torre de cristal
que lentamente desmorona.

É! Quanto mais high, mais low.

Desculpem tal poeta,
tristes pessoas
das trevas do mundo.
Não descerá novamente
ao inferno.
Não estará em busca
de uma Beatriz
que não há.

Não será um poeta maldito.
Tampouco bendito.
Poeta apenas humano
que ainda tenta aprender a amar,
que sabe o árduo do caminho,
porém não desiste.
Pois sabe que além dos clichês,
do trato e destrato social,
das palavras mal-ditas,
dos cigarros e pulmões enegrecidos,
há redenção.
Uma religião sem bandeiras.

O poeta acredita em vida nesta vida.

A morte nesta vida
deixa aos habitantes
da torre de cristal
que já se esqueceram
de como sorrir.

Beijos e abraços, pessoal!

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sábado, 20 de novembro de 2010

A arte da navegação

Já não sou tão novo e cada vez mais, conheço os mares onde navego. Um pouco de leve poesia em meio à tempestade não será ruim.


A arte da navegação

Existir
e não se se perder com os ruídos ao redor.
Existir
e não lamentar o passo que já é passado.

Içar velas
e navegar.
Vil vidas, mil mares, mil vidas.

O marulho, marujo, é o que há de levar-nos ao próximo destino. Haverá um porto onde atracar.

Prosseguir
alegre na calmaria e valente na tempestade.


Já não tão novo. Trinta e sete longas jornadas. Existo e agradeço a todos que, de algum modo, viajaram neste barco. Aos que viajam. E aos que ainda terão os pés nesta embarcação humilde, porém forte e grávida de novidades.

Luz pra quem é de luz, trevas pra quem é de trevas. Beijos e abraços aos amigos.

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quarta-feira, 20 de outubro de 2010

À luz do dia

Este é um poema de amor.


À luz do dia

Ela minha. De todos.
Atravesso a escuridão e encontro a luz do dia.

Toco, amante insaciável.
Sua pele traz consigo
a história da humanidade.

Penetro-lhe imensamente
apaixonado. Dominador e dominado.

Crio e recrio dentro de você.
Uni versos. Sempre uno.
Nossa filha.

Poesia.

Porque este é o dia.

Beijos e abraços, pessoal!

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quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Tudo fora do seu devido lugar

Quando o mundo está estranho. Mas, para o mundo parecer estranho, há que haver um parâmetro inicial de como alguém enxergou o mundo pela primeira vez.

Então, em algum momento, as coisas pareceram sair do lugar.

Os eventos vão atirando estes pequenos e grandes objetos nas nossas caras, por que tudo está sempre mudando. Nem sempre percebemos, até que sejamos atingidos.

Então dizemos: "o mundo está estranho".


E isto está acontecendo. Cada vez mais rápido. "O-mundo-está-estranho" não é informação nova. Toda hora uma estranheza nova.

Irão os objetos do mundo serem recolocados em seu devido lugar alguma vez? Improvável.

Por isso, o poema. Vários objetos que atravessam o ar e nos atingem. Eles vêm de diversos pontos. Não sabemos bem o que são. Apenas um vislumbre rápido.

Uma tentativa de não organizar organizando, não fixar fixando. Ou apenas mais um poema caótico no mundo, a ser atirado no ar.

Tudo fora do seu devido lugar

Que fique bem claro: chiste é chiste, not shit.
Letra de música não é poema, mas pode ser poesia —
sobretudo é letra de música.

A intelectualização de alguns temas
não deveria ser proibida,
porém por vezes é improdutiva. Masturbação.

Ou antimasturbação, amor.

Sinto tesão pelas ideias, mas por favor,
não abuse.

O ministério da luz agradece.

Hippie de hoje é fake. Woodstock hipócrita.
Hollywood já foi sucesso,
hoje é câncer ou impotência
ou...

Tempos terríveis em que vivemos.

Da área VIP eles riem de nós, amor.
Ouquei, vamos sacudi-los.
Ainda que bregas,
porque chiques como eles não interessa ser.

Brainstorming.
Na rede elétrica em meu corpo recebo os raios.

E funciono.

Não sou máquina,
não repito algoritmos.
Rompo-os quando consciente.

Ao menos.

A mais, tenho amor. Estava em falta no mercado.
Não paz nem guerra, Tolstói.

Pessoal, abraços e beijos!

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Queens of Stone Age no SWU, Itu - SP, 11 de outubro

Não é minha praia. Nem o festival, que eu já desconfiava que ia ser um "Woodstock fake" (ora, leiam algumas impressões aqui); tampouco a banda, que empolga muitos mas nunca me ganhou de verdade.

Mas pra quem gosta, aí vai: show completo do Queens of Stone Age no SWU, em 11 de outubro, Itu - SP.



Beijos e abraços, pessoal! Mais tarde, ainda hoje, haverá poema novo aqui.

domingo, 26 de setembro de 2010

A turvação

Silence before the Storm, de Philip Johnson (Austrália).
Porque a tempestade sempre vem.

A turvação

Hoje amanheceu tempestade
quando eu e meu amor passeávamos
por veredas sombrias.

Roupas molhadas e
seco o beijo.

Incompreensão do que era vivido.
Éramos nós ali no escuro.
Claro estava que éramos,
a despeito de tudo.

Esperávamos.
Tempestade não passa.
Sob uma parte coberta
nos protegíamos um ao outro.

Da verdade?
Qual é?

Clareia minha visão doente.
Não posso enxergar.
Você pode?

Um silêncio de morte.
Uma criança que nasce sem choro.
Não, não natimorta.
Esperamos.

Turva luz matutina
pelas gotas insistentes.

Desejamos o sol,
o passeio incessante
por cada curva do mundo.
Nosso mundo.

O que haverá a ver
quando estivermos curados?

Já se faz outra hora
mas é cinza o dia, ainda.

Queremos a sorte multicor,
o beijo molhado e
não mais as roupas.

Cessa, tempestade.
Permite que se iluminem as veredas
desta cidade,
destes corações,
com um sol apaixonado.


E vai.

Beijos e abraços, pessoal!

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segunda-feira, 6 de setembro de 2010

L'Age d'Or

Parceria Buñuel/Dalí, de 1930. O filme está completo. Pra verem como sou bonzinho e divido as coisas com vocês. Eh eh eh!!



Beijos e abraços, pessoal!

sábado, 21 de agosto de 2010

De flores

Poema de poesias. Daqueles que dizem nada e... tudo.


De flores

escrevo poesias para rosas
é isto que faço e sou
um sol
uma noite fria
sucintamente
penetrante
nos corações vazios

nos ouvidos mudos
já fui também coisa
para quem não tem olhos

ou boca
a tarde na praia
ou a lua constante
faço isto para ninguém
e para mim

escrevo prosas para marias


Beijos e abraços, pessoal!

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terça-feira, 17 de agosto de 2010

Verbo e homem

Vulnerável, quer a invulnerabilidade. E isto apenas torna mais humano. Não é incrível que haja ainda poesia em todas essas criaturinhas que se chocam buscando um espaço no metrô de uma cidade grande?

Ou isso está somente no poeta? Ah ah ah!

Bom, vamos à próxima!


Verbo e homem

Quis ser um verso de poesia.
Poemas e seus versos,

eles só provocam.

Não são afetados por coisa alguma.

Mas não era.


Carneosso. Sentimento.


Pode morrer por dentro,

mas o verso fica.


Ou era?

Era sua paixão, seu ciúme.

Era aquela briga
e reconciliação.

Dedo apontado na cara,

olhar perdido

e encontrado.

Beijo molhado,

incendiário.
Mil juras.

Amor imaginado

e consumado.

Voz no telefone,

tensão do primeiro papo. Tesão.


Presente mais lindo do mundo.

Embrulho, desembrulho.

Satisfação e sono e acordar e encontrar e mais mais mais...


E verso também.


Verbo quer ser homem,

carneosso. Sentir.

E viver.


Cada um quer um pouco mais do que tem. Alguns já nem se lembram disso e a "coisa" fica ali, escondida. Mas há.

Beijos e abraços, pessoal!

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segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Tindersticks no Festival Sudoeste 2008, Portugal

Show dos ingleses do Tindersticks em 8 de agosto de 2008, no Festival Sudoeste, em Zambujeira do Mar, Portugal. A banda é "classuda", seu repertório, pra quem não conhece, é uma mescla cheia de sensualidade, tristeza e delicadeza. Seus arranjos são de uma de uma suntuosidade à beira da perfeição. Tomara que gostem.



Formação
Stuart Ashton Staples - voz, guitarra
Neil Timothy Fraser - guitarra, vibrafone
David Leonard Boulter - teclados, percussão


E aí, gostaram? Espero que sim. Beijos e abraços, pessoal!