domingo, 12 de dezembro de 2010

Uma Sicília universal


Então o amolador disse:

"Grande mal é ofender o mundo.

Desculpe, mas se uma pessoa conhece outra e tem prazer em conhecê-la, e então leva-lhe dois soldos ou duas liras a mais por um serviço que deveria ter sido gratuito devido ao grande prazer que teve em conhecê-la...

... quem é esta pessoa, senão um homem que ofende o mundo?

Às vezes confundimos as pequenezas do mundo com as ofensas ao mundo."

Este breve trecho do diálogo final em Gente da Sicília, filme do casal Jean-Marie Straub e Danièlle Huillet me parece toda filosofia do mundo.

Claro, não é toda. Mas parte importante. Por isto, quis dividir este pequeno trecho com vocês.

Beijos e abraços, pessoal!

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Um comentário:

Ramon Alcântara disse...

Bastante denso esse trecho, realmente! Lembrei-me de outro texto, sobre outra coisa, no caso de Dostoiévski, A sentença. Para mim esse texto resume nosso estar-no-mundo.


Abz.