
E sempre lidando com as mesmas questões. Pois bem... é assim para quase todos nós. Então aproveito-me da rotina para, apenas, ruminar o tédio. Poesia para vocês:
Breve ruminar de um mamífero bípede sonolento
Rumino tédio,
que, em verdade, são tédios - os de cada um dos dias.
Em verdade, todos os tédios, estes soldadinhos apáticos banhados em inexpressão,
formam apenas um grande, monolítico tédio.
Sonno lento,
quero dormir.
Há outro elemento a ser introduzido neste poema sem graça,
sem taxa, sem graxa:
Antes a incapacidade alheia costumava causar-me revolta.
Hoje, apenas me torna sonolento.
Rumino todos os tédios, que são apenas um.
Beijos e abraços, pessoal!
NO VIDEOCASSETE: MANIC STREET PREACHERS - 1985.