segunda-feira, 30 de janeiro de 2006

O que Não Cabe

Antes do novo conto (haja disposição para organizar um pouco mais aquilo que vocês lerão), uma nova poesia. Ou... chamem do que quiserem... eh eh eh!!



O que Não Cabe

As palavras que escrevo em livre poesia
não cabem no verbo,
tampouco no verso
desta pequena poesia que não cabe no mundo.

Também o cantor de folk não cabe na banda de rock
ou vice-versa.
A pesada chuva que vai cair não cabe em sua música,
assim como não cabe ficar ouvindo aquela voz no diskman.

Mas não é assim...

O mundo não cabe a mim julgar,
assim também não cabe ao mundo minha sentença.
Apesar de que insistem...

Julgam que eu caibo no chão onde piso
e é só o que me é destinado.
Mas aceito o desafio.
Só assim com minhas músicas eu fico
pronto para o grande número de sentenças
que não cabem num verso.

Estou na minha estrada.
A 61 não cabe em meu caminho
que só comporta 09 de Julho
neste mesmo momento que não caberia numa vida.

Mas eu faço a força...
até que o pacote arrebente.
E, se não arrebentar, eu que não chore pelo que já era esperado.


Porque na vida deve caber muito, muito mais do que me é oferecido.


Agora eu os deixo por um instante, para digerir esta paisagem, amigos passageiros. Beijos e abraços!!

NA MINHA VITROLA: BOB DYLAN - Outlaw Blues > On the Road Again.

2 comentários:

Ale Queiroz disse...

Não cabe a mim falar sobre caber em algo, afinal não caibo mais nas minhas calças, blusas e até algumas sandalias!
Cabe dizer que não cabe mais, não cabe o despero que termina em grito e a vida que continua a rodar neste metro de filme que não sabemos até quando irá durar!
Forte abraço!
biseaus,
Ale
Obs. não te preocupes a mulher da minha imagem deve existir em BH, distante de nós!

Leônidas Arruda disse...

Alessandro, obrigado por sua visita, sei que não é desânimo o que sentimos,é angústia existencial, é dor da vida, depressão de poeta. Vai ser assim até o final, quando subiremos como Gagarin num facho de fogo. Abraço meu irmão.