sexta-feira, 26 de maio de 2006

* * *

Pessoal, eu não sou afeito a pedir desculpas - ou pior, não gosto muito disso, mas o faço muitas vezes. Não importa. Peço hoje desculpas porque tenho prometido aqui relatar tudo sobre a viagem que fiz, e não encontro disposição para tal.

Mesmo tendo tirado aqueles 15 dias de férias em abril, encontro-me esgotado. Embora tenha algumas condições boas em relação ao meu emprego - tenho um horário interessante e não posso reclamar do quanto ganho -, sinto-me desgastado porque a desorganização impera ali. E o desgaste é pra todos. Uma das consequências é que tenho tido problemas com alguma pessoa. Algo que colabora, e muito, para o atual desgaste. Há dias, também, em que tenho que trabalhar até mais tarde e chego em casa, nestas vezes, depois que o outro dia começa. Mas, até aí, quem não passa por isso? Claro que cada caso é um caso, e o meu não é pior nem mais importante. Mas tenho o meu desgaste.

Em casa, não encontro compreensão também. Sempre foi assim, e assim continua sendo. Nem sei se devo contar em detalhes e acho melhor não fazê-lo. É triste saber que não encontro compreensão, amizade e apoio de uma pessoa que me gerou. O que encontro são brigas por motivos ridículos que, estes, não serão expostos aqui. Não me sinto a vontade, de forma alguma. Nem tenho a liberdade de sair daqui e morar noutro lugar, o que seria uma grande solução para uma coisa e para a outra. Afinal, há a maldita artrose e essa pessoa se tornou extremamente dependente de mim em muitas coisas. Ser filho único tem seu peso e não posso simplesmente dizer "tchau, estou indo, venho uma vez ou outra te visitar".

Não que eu tenha abdicado de viver minha vida. Eu tento. Resta-me sair por aí e me divertir, tenho meus amigos, que são adoráveis, e isso é bom, mas também cansa. Às vezes, o que um quer é apenas ficar em casa, relaxar, assistir um filme, escutar música, ler um livro, entrar na rede e conversar com alguém pelo msn...

O resultado disso tudo é que são raros os momentos em que consigo criar como antes. Se meu relato está empacado, não posso dizer que não escrevi nada, mas sinto-me obrigado a terminar meu relato antes de mostrar-lhes o que há de novo em poesia minha.

Desculpem, apenas estou muito cansado. Uma hora dessas eu volto. Mas, por ora, apenas tenho que, de algum modo, me recompor.

Embora tudo isso pareça um pedido de "tenham-pena-de-mim", peço-lhes que não tenham. Sou consciente de que há gente em situações piores mundo afora. E não estamos no Iraque ou no Sudão. E há certa liberdade de expressão que não se vê na China. Tampouco sou um morador de rua que fica ali pelo centro da cidade. Encarem isto como um desabafo. E só.

Beijos e abraços!

4 comentários:

Pamela disse...

É,amigo... Tá foda...
Tô passando por uma situação muuuito parecida.
Eu sei que parece que nunca vai ter fim mas,acredite,um dia isso vai ser passado.
Na hora da raiva,respire fundo. Se não adiantar,quebre algum objeto ( que não seja caro,por favor!)

Força aí!
Beijos!

Sonia disse...

Tudo passa...até uva passa...rs
O segredo é manter o equilíbrio.


Bom fim de semana.

Anônimo disse...

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